quarta-feira, 14 de junho de 2023

CANTINO MAP

" In 1502, a Portuguese cartographer produced an innovative planisphere in which he represented the discoveries of Portuguese and Spanish sailors in America, Africa and Asia. The map was clandestinely purchased by an envoy of the Duke of Ferrara.
In the first decades of the 16th century, nautical cartography underwent a major transformation. The maps, on which the first representations of the New World appeared, conveyed an enormous visual wealth resulting from the contrast between the direct experience of the first explorers, the survival of images from medieval tradition and an encyclopedic work of compiling oral and written sources. A good example of this is Cantino's atlas, completed in 1502, in which the draftsman showed the information obtained by the new Portuguese routes to India and the Brazilian coast. He not only left a graphic imprint of a vast array of political and economic references, but also ushered in a new era in navigational charts.
The planisphere, preserved at the Esteense Museum in Modena, is made up of six pieces of parchment, mounted on a fabric measuring 220 by 105 centimeters. The author is unknown, but it is attributed to a Portuguese cartographer and was exhibited in the Sala das Cartas at Casa da Guiné e da Mina, in Lisbon. Later a reliable copy was clandestinely acquired by Alberto Cantino, an undercover agent of the Duke of Ferrara in Lisbon. Cantino even delivered the map to Hercules I of Este, at the end of 1502, in exchange for twelve gold ducats.
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Joan Carles Oliver Torello (National Geographic).

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" Em 1502, um cartógrafo português elaborou um inovador planisfério no qual representou os descobrimentos de marinheiros portugueses e espanhóis na América, África e Ásia. O mapa foi comprado clandestinamente por um enviado do duque de Ferrara.
Nas primeiras décadas do século XVI, a cartografia náutica conheceu uma grande transformação. Os mapas, nos quais figuravam as primeiras representações do Novo Mundo, transmitiam uma enorme riqueza visual fruto do contraste entre a experiência directa dos primeiros exploradores, a sobrevivência de imagens de tradição medieval e um enciclopédico trabalho de recompilação de fontes orais e escritas. Um bom exemplo disso é o atlas de Cantino, terminado em 1502, no qual o desenhador mostrou a informação obtida pelas novas rotas portuguesas para a Índia e para a costa brasileira. Não só deixou uma marca gráfica de um vasto conjunto de referências políticas e económicas, mas também inaugurou uma nova época nas cartas de navegação.
O planisfério, preservado no Museu Esteense de Modena, é constituído por seis peças de pergaminho, montadas sobre um tecido de 220 por 105 centímetros. Desconhece-se o autor, mas é atribuído a um cartógrafo português e esteve exposto na Sala das Cartas na Casa da Guiné e da Mina, em Lisboa. Mais tarde uma cópia fidedigna foi adquirida clandestinamente por Alberto Cantino, um agente infiltrado do duque de Ferrara em Lisboa. Cantino chegou a entregar o mapa a Hércules I de Este, no fim de 1502, em troca de doze ducados de ouro.
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Joan Carles Oliver Torelló (National Geographic).

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