sexta-feira, 16 de junho de 2023

OS SUEVOS

OS SUEVOS
The Suebi (or Suebians, also spelled Suevi, Suavi).

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Os Suevos foram um grupo de povos germânicos, que ficaram conhecidos por fundar vários reinos em território hispânico durantes as famosas ‘’invasões bárbaras’’, e entre os anos de 409 e 585 d.C., se anexaram em diversos territórios da Galécia, que hoje são pertencentes ao norte de Portugal e Galiza.
As origens desse povo remetem à região germânica situada entre os rios Elba e Oder, atual Alemanha, inclusive, os primeiros relatos a citarem o povo Suevo fica a cargo do historiador romano Tácito (56 d.C. a 117 d.C.), se referindo como um grupo de povos que habitavam além do rio Elba, nomeando-os neste período como Suevos.
Parte desses povos realizavam com frequência saques às terras romanas, desde a idade antiga, e constituíam uma constante ameaça aos romanos do Reno. Com o enfraquecimento politico de Roma e as constantes crises civis que aconteciam há séculos, no ano de 409 d.C., juntamente aos povos Alamanos (outro povo germânico), quebraram as barreiras de defesa germânicas e ocuparam o território da Alsácia, rumando em seguida para Baviera e a Suíça. Uma parte dos povos permaneceu na região da Suábia, a sudoeste da atual Alemanha, enquanto outra parte migrou para Galécia, onde se assentaram e fundaram o reino mais importante do povo Suevo, e que seria, o embrião de Portugal considerando seus limites mais antigos. Esse reino no seu auge de extensão, entre os séculos V e VI, ocuparam a máxima extensão da Galécia, parte da Lusitânia e parte do Tejo, instando cidades como Bracara Augusta (futura Braga), Portus Cale (futura Porto), Lucus Augusta (futura Lugo) e Asturica (futura Astorga).
Em sua jornada, embora tenham entrado em dezenas de guerras com os antigos habitantes dessas regiões, firmaram paz entre os povos gálicos em 438 d.C., tendo o rei suevo Hermerico como ratificador dessa paz. Após abdicar do poder cansado das guerras que comandará, deixou o trono para seu filho Réquila I, que faleceu em 448 d.C., deixando o trono para Requiário.
Requiário era religioso e católico, e em seu governo, impôs o credo à população sueva, e embora a população urbana da Galécia já fosse predominantemente católica, ainda haviam pagãos e crentes das antigas religiões germânicas. A cidade de Braga serviu como capital sueva e também cede episcopal, ganhando em sua arquitetura grande influência católica de caráter metropolitano. Em 585 d.C., após a anexação ao Reino Visigótico, o Reino Suevo ainda existiu com um determinado grau de "autonomia".
A sua população e seus nobres passaram a espalhar-se por diferentes partes da Lusitânia, isto deu-se em decorrência de diversos fatores, além de que houve também o surgimento de dioceses e habitações feitas por suevos não cristãos, os quais eram chamados de "pagus" e que se estendiam por grande parte do actual território Português, desde Braga e Viseu até Beja e Faro.


Em 456 Requiário I morre e vários pretendentes aparecem, agrupados em duas facções. Nota-se uma divisão marcada pelo rio Minho, provavelmente um reflexo das duas tribos, quados e marcomanos, que constituíam a nação sueva na Península Ibérica.


Fonte: Estudos Histoticos (Facebook).


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Muito pouco da sua língua passou para o português, laverca, sola, broa, guerra, agasalho e pouco mais. Na onomástica a história é diferente, nomes ligados à guerra, Afonso, guerra, Gonçalves, Guimarães, Hugo e muitos mais..,A toponímia de origem sueva está especialmente concentrada nos distritos de Braga, Porto, Viana e Aveiro e são centenas. O mesmo acontece na Galiza. Os suevos ocuparam militarmente o território, eram bárbaros e não civilizados. Dedicaram-se à pilhagem o que durou alguns anos ao ponto de Idácio, bispo de Chaves ter enviado ao general romano Flávio Aécio uma comitiva para pedir a Roma uma intervenção militar para pôr cobro à destruição a que se dedicavam os Suevos na Galécia. Os suevos e suas famílias não ultrapassaram 8% da população total. Foram rapidamente latinizados. O bispo Martinho de Dume teve um papel fundamental na conversão do rei Requiário ao catolicismo tendo-lhe dedicado algumas obras como Fórmula de vida honesta e a correção dos rústicos. Creio que os suevos voltam ao arianismo uns anos mais tarde. A sua história tem um hiato de 80 anos em que não há fontes históricas, depois da morte de São Martinho de Dume até à unificação promovida pelo rei visigodo Leovigildo. Fonte: De um comentario ao post no Estudos Histoticos (Facebook).

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https://en.wikipedia.org/wiki/Suebi


"The main source on the origin of the names Germania and Germani is the book Germania (98 AD) by Tacitus. Tacitus writes that the name Germania was "modern and newly introduced". According to Tacitus, the name Germani had once been applied only to the Tungri, west of the Rhine, but it became an "artificial name" (invento nomine) for supposedly-related peoples east of the Rhine. Many modern scholars consider Tacitus's story to be plausible, but they are unsure whether the name was commonly used by Germani to refer to themselves."

"Ancient Roman sources refer to the Early Slavic peoples as Veneti, who dwelt in a region of central Europe east of the Germanic tribe of Suebi, and west of the Iranian Sarmatians in the 1st and 2nd centuries AD,between the upper Vistula and Dnieper rivers. "

- Coon, Carleton S. (1939) The Peoples of Europe. Chapter VI, Sec. 7 New York: Macmillan Publishers.
- Tacitus. Germania, page 46.

Anyway, form me it looks pretty much the midle of this "Magna Germania".

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